terça-feira, janeiro 03, 2006

o estado das coisas

O transporte do gás engarrafado

Fernandes, a transportadora, bem gostava
de não encontrar, logo à primeira, o cliente.
De cada vez-garrafa ela cobrava
vinte e oito e seiscentos, minha gente!

Passeava a garrafa, consoante o utente
em sua residência se encontrava ou não
(ou a transportadora dizia que era ausente);
e assim, de cada vez, Fernandes facturava,
vinte e oito e seiscentos, salvo erro ou omissão.

Por seu turno, o usuário protestava
contra os atrasos da distribuição.
Que sim! Que sim! Que estava sempre gente em casa!
E olhava, desolado, esquentador, fogão.

Somava e seguia sobre rodas
a Fernandes, que as sabia todas,
e a Cidla até às vezes lhe pagava
mais do que recebia pela garrafa.

Entretanto, trabalhadores tomaram
a situação em mão
e a distribuição do gás já repensaram
para bem da população.

Que faz do meu país o baladeiro audaz?
Canta raivas, amores... Por que não canta o gás,
mais a Fernandes e a distribuição?


Alexandre O'Neill

3 scone(s)

Às 4/1/06 00:27, Anonymous dinis disse...

refinaria nova, hein?

 
Às 4/1/06 09:41, Blogger Pipa disse...

cá pra mim é mais a instalação das infraestruturas de gás natural na nossa rua.
*****

 
Às 4/1/06 18:02, Blogger Carolina disse...

Pois eu acho que te falhou o esquentador para as lavagens matinais. Na minha zona foi o que aconteceu!
Bem apanhado esse poema do "Alexandre"!!!!

 

Enviar um comentário

<< voltar